Aproveitando a oportunidade que a CODETRAN se tornou rígida sob o ponto de vista de fiscalização, como cidadão que tem residência fixa e comércio legalmente estabelecido nesta cidade, me acho no direito de fazer alguns questionamentos, algumas considerações, e aproveito a oportunidade para deixar algumas sugestões.
Todo cidadão que utiliza as ruas deve ter conhecimento do CNT e educação para com seu próximo, essas são regras básicas para a convivência mútua num espaço de utilização pública, mas também é preciso que aqueles que não observam as leis de trânsito sejam punidos, afinal, a LEI é uma só, e deve ser cumprida por todos, claro que pelo não cumprimento das mesmas regras, a punição na forma de mergulhar a mão no bolso tem sido a prática dos órgãos responsáveis pelo trânsito, a idéia é mudar esse conceito e fazer com que o povo em geral se torne mais educado e respeitador do CNT.
Todos precisam saber, entender e respeitar, e acima de tudo saber que as ruas são um espaço público que deve ser compartilhado com todos, a boa convivência em qual lugar, e principalmente no trânsito é fruto de educação e do respeito ao ser humano, e isso em Itajaí tem sido esquecido, tem havido sim a preocupação com o arrecadar, arrecadar, e arrecadar.
Campanhas no sentido de educar podem não dar resultado na hora, mas a gozação de um colega de trabalho por seu colega ter sido punido com a entrega de fraldas geriátricas num asilo além de ser engraçada, memoriza e faz com que certas atitudes deixem de ser tomadas no dia-a-dia com medo da futura gozação dos colegas de trabalho, por isso, um tipo de penalidade alternativa pode ser muito interessante.
É de conhecimento público que o pedestre sempre tem razão em qualquer situação, isso faz da grande maioria deles, pedestres abusados e inconseqüentes no trânsito, eles atravessam qualquer via em qualquer lugar, e nem sequer olham se existe fluxo de trânsito, e às vezes, com uma faixa de pedestres a 30 metros ou menos.
É uma questão de educação, no meu ponto de vista é preciso mudar essa cultura em função da segurança do próprio pedestre, entendo que, a CODETRAN deveria criar cursos de reciclagem para pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas e carroceiros, e até aqueles que catam lixo com aquelas “galiotas” deveriam estar incluídos, e quando um destes fosse flagrado em situação que coloque em risco a própria VIDA ou a VIDA de terceiros, tivesse algum documento retido até que um curso de reciclagem no trânsito fosse freqüentado.
NÃO EXISTIRIA MULTA, e no lugar da multa criar um fundo para a manutenção e melhorias dos cursos de reciclagem, e o restante ser doado para instituições de caridade da própria cidade, além de publicar na mídia local, uma lista com os infratores e as respectivas penalidades, para que servisse de exemplo para os demais.
No que diz respeito aos ciclistas, onde não existe ciclovia a desculpa é a da não existência da mesma, oras, e onde tem, porque não as utilizam? A verdade é que tanto faz, a grande maioria também são abusados e inconseqüentes.
Eu trabalho nas ruas de Itajaí o dia todo, e quando acontecem fatos de risco, às vezes, tento explicar ao ciclista do risco que ele corre por estar fora da ciclovia, e a resposta é que se bater o motorista é quem vai arcar com as conseqüências, (e é verdade) claro que é uma burrice, ou melhor, é falta de educação, então, caberia aos ciclistas a apreensão da famosa “zica” até que o curso de reciclagem fosse freqüentado, bem como a anotação do número do CPF para o caso de reincidência, sofrer a mesma penalidade acrescentado-se um ou dois pacotes de fraldas geriátricas para serem doadas para um asilo, e isso para cada reincidência.
Os condutores de Biz e de Motocicletas se acham dentro de tanques de guerra, não conhecem e não respeitam as leis de trânsito, e pior, as irregularidades acontecem na presença de guardas da CODETRAN e também sob os olhos inertes da POLÍCIA MILITAR, ENFIM, É UMA TERRA SEM LEI.
Eles passam no meio de fila dupla, passam pelo passeio à esquerda, ultrapassam pela direita, furam sinal e assim por diante, outro fato que é proibido pelo CNT é o transporte de volumes em motocicletas, onde é permitidas apenas para as motocicletas denominadas CARGO, mas alguém já observou em Itajaí como são as coisas?
Existem muitos rapazes e moças de idade não superior a 15 anos que guiam nas ruas de Itajaí diariamente sob o olhar inerte das autoridades, chegando a deixar dúvidas a respeito da existência de autoridades de trânsito.
E se não bastasse os menores mal preparados e mal educados, os adultos também não deixam por menos, são motocicletas com caixas de ferramentas, outras puxando carretinha sem placa, motocicletas com o chamado side-car, que, embora seja autorizado pelo CNT, tem-se conhecimento de que o motociclista comum não pode guiar uma moto com side-car, devido aos riscos.
E o pior de tudo são as motocicletas com 6 a 10 bombonas de água de 20 litros, quando a capacidade máxima de motocicleta é 155 kg, e pior ainda quando misturam 2 ou 3 botijões de gás, o risco aumenta, e não só para quem dirige, também para quem fica próximo, isso é uma questão de segurança pública que a CODETRAN e a POLÍCIA MILITAR tem sido omissas, se é o órgão de trânsito da cidade, tem que seguir o CNT à risca, não é não?
No caso dos motoristas, tanto faz de carros de passeio como os chamados profissionais, a grande maioria ignora o CNT, mas existe uma diferença, no caso dos motoristas, os agentes da CODETRAN multam, guincham, ou seja, fazem seu trabalho, verdade que seu objetivo está focado apenas e simplesmente na multa, que gera receita, inclusive para fora do estado.
Existem muitos casos em que uma fiscalização severa poderia resolver, mas a verdade é que existem dois pesos e duas medidas, se multam os motoristas, os demais infratores também deveriam ser penalizados, acredito que motociclistas infratores andam tão rápido que a CODETRAN não consegue alcançá-los.
Em todo caso, a multa por si só não resolve, é preciso fazer uma reciclagem, pois em muitos casos, o tempo vale muito mais que o dinheiro, e se reincidir, que o curso de reciclagem seja freqüentado tantas vezes quanto for reincidido no erro, e que não sejam aplicadas multas, mas, valores correspondentes as multas sejam revertidas em fraldas geriátricas que devem ser entregues num asilo da cidade pelo infrator, e dobrando a quantidade a cada reincidência.
Tem muita coisa a ser resolvida, mas tem algo que é realmente coisa do velho oeste, nos bairros se vê crianças na boleia de carroças, essas crianças além de não terem responsabilidade civil, não conhecem as leis de trânsito, trafegam nas vias como se estas fossem ruas do meio do mato onde passa uma pessoa a cada seis horas.
Nas mesmas carroças, na maioria das vezes, guiadas por pessoas embriagadas e isentas de qualquer responsabilidade civil, tenho visto vários acidentes assim, onde o acidente acontece, o carroceiro se evade do local, e o motorista fica com a dívida dos estragos e atendimento médico.
A minha opinião é que é preciso rever o tráfego de carroças em Itajaí, regular e colocar gente adulta e de responsabilidade na boléia, ou então, algum dia, talvez bem logo, acidentes graves irão acontecer.
Da mesma forma, é preciso rever os conceitos a respeito de fiscalização, punição e aplicação de medidas sócio-educativas, além de fazer com que instituições que prestam auxílio a idosos e/ou necessitados tenham ajuda por parte dos próprios infratores e o dinheiro arrecadado com as multas seja enviado para só Deus sabe onde e a cidade continue com um povo mal educado no trânsito e as instituições passando por dificuldades para se manterem.
Piava Branca
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